Camadas
o fole de carne, osso e imaginação
omaterial das palavras, feito de palavras
Cola o céu na contracapa e sopra para secar a memória
Camada sedimentar com uma pegada de animal extinto
o gato do vizinho
Labels: poesia portuguesa
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Sentia no ouvido as vozes que me visitavam. Voam em círculos.
Língua vítrea.
Sons transparentes.
Voam em círculo no circuito dos cabelos.
Sentimos distúrbios no sistema.
Quero outra pele que esta já não me serve.
Criatura que se bifurca.
Abre as asas
Movimento lento, o planeta gira, gira demasiadamente depressa. Vomito na via-láctea
Uma folha de plátano mergulha lentamente na noite.